Trabalho Intelectual e Treinamentos Exclusivos

(41) 9970 7969 TIM  
(41) 9273 4342 VIVO

[email protected]

Notícias

Você está aqui:
Notícias

Quinta-Feira, 13 de Setembro de 2012 às 17:25:02

Medicalização da educação e da vida

A sociedade brasileira vive um processo crescente de medicalização de todas as esferas da vida.Entende-se por medicalização o processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Problemas de diferentes ordens são apresentados como “doenças”, “transtornos”, “distúrbios” que escamoteiam as grandes questões políticas, sociais, culturais, afetivas que afligem a vida das pessoas. Questões coletivas são tomadas como individuais; problemas sociais e políticos são tornados biológicos. Nesse processo, que gera sofrimento psíquico, a pessoa e sua família são responsabilizadas pelos problemas, enquanto governos, autoridades e profissionais são eximidos de suas responsabilidades.

Uma vez classificadas como “doentes”, as pessoas tornam-se “pacientes” e consequentemente “consumidoras” de tratamentos, terapias e medicamentos, que transformam o seu próprio corpo no alvo dos problemas que, na lógica medicalizante, deverão ser sanados individualmente. Muitas vezes, famílias, profissionais, autoridades, governantes e formuladores de políticas eximem-se de sua responsabilidade quanto às questões sociais: as pessoas é que têm “problemas”, são “disfuncionais”, “não se adaptam”, são “doentes” e são, até mesmo, judicializadas.

A aprendizagem e os modos de ser e agir – campos de grande complexidade e diversidade – têm sido alvos preferenciais da medicalização. Cabe destacar que, historicamente, é a partir de insatisfações e questionamentos que se constituem possibilidades de mudança nas formas de ordenação social e de superação de preconceitos e desigualdades.

O estigma da “doença” faz uma segunda exclusão dos já excluídos – social, afetiva, educacionalmente – protegida por discursos de inclusão.

A medicalização tem assim cumprido o papel de controlar e submeter pessoas, abafando questionamentos e desconfortos; cumpre, inclusive, o papel ainda mais perverso de ocultar violências físicas e psicológicas, transformando essas pessoas em “portadores de distúrbios de comportamento e de aprendizagem”.

No Brasil, a crítica e o enfrentamento dos processos de medicalização ainda são muito incipientes.

É neste contexto que se constitui o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, que tem como objetivos: articular entidades, grupos e pessoas para o enfrentamento e superação do fenômeno da medicalização, bem como mobilizar a sociedade para a crítica à medicalização da aprendizagem e do comportamento.

Segundo Marlene Schussler D´Aroz, em uma pesquisa de campo para a conclusão do curso de pós- graduação em Noergologia questiona a aprática da medicalização da educação. O estudo questiona a abordagem conhecida como Déficit de Atenção, sugerindo refocalizar o fenômeno correspondente como divergência perceptiva. Em todos os graus de ensino percebe-se o quanto, percepções do próprio educador, imperam sobre os educandos, tolhendo-os em sua criatividade. O estudo teve como objetivo demonstrar que a teoria do Déficit de Atenção pode estigmatizar a criança e que a abordagem noergológica revela que nesses casos existe apenas divergência perceptiva entre educando e educador, o qual deve respeitá-las, estimulando as possibilidades de criação. E ela conclui que  a maioria dos educadores investigados impõe suas percepções aos alunos, inibindo-lhes o desenvolvimento e deixando estigmas como o de “aluno problema” que poderão permanecer para o resto da vida. Para a Noergologia, é só através do mundo noérgico que conseguimos atingir a realidade. Conclui-se que as abordagens conhecidas como Déficit de Atenção terminam tolhendo o aluno na sua capacidade de criar e de perceber a sua própria dimensão de realidade.

 Na minha prática diária como Personal Mind Trainer tenho a oportunidade de observar que um dos fatores que favorecem o uso exagerado de medicamentos está no paradigma vigente chamado de Passivismo Psíquico. Neste modelo o foco da nossa atenção está nas emoções, tornando as pessoas vítimas das emoções ou sentimentos. Na Noergologia, com o treinamento noérgico aprende-se que é possível modificar a neuroquímica e tornar-se Gestor do Pensamento. Por isso a Noergologia  sugere um novo paradigma para as ciências Humanas, o Ativismo Noérgico. Este paradigma defende que na grande maioria das vezes o déficit de atenção não passa de divergência perceptiva. A criança ou adulto não tem dificuldade de manter a atenção e sim atenção excessiva em algo que não está na sala de aula. Para ter foco é necessário treinar o sistema pensamento- cérebro como se treina um músculo na academia.

fonte: Forum sobre medicalização

Fonte: Déficit de atenção


© Copyright 2019, Instituto Noergia - Todos os direitos reservados

CGDW